Mas afinal, o que é a coluna neutra?
É a posição natural da coluna com suas curvas fisiológicas preservadas: lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e sacro. Quando deitamos no solo e damos uma boa espreguiçada relaxando em seguida com as pernas estendidas poderemos sentir as zonas de apoio no solo (crânio, cifose torácica e sacro) e os espaços que não tocam o solo (lordose lombar e cervical). É esse formato em curvas de nossa coluna que garante que quando damos um salto, temos dissipação das forças como se a coluna fosse uma mola. Imagine o mesmo salto com a coluna reta e rígida...
Importante entretanto é saber acionar o centro de força do corpo, o "Core" eficientemente para que a estabilidade seja mantida.
Essa é uma das tarefas mais difíceis de ensinar e de aprender. Além disso, na minha opinião, é um dos maiores benefícios que podemos dar a um aluno dentro do ambiente de Pilates.
Quando queremos estabilizar, queremos movimentar os membros mantendo a coluna praticamente imóvel. É claro que teremos momentos de nossa aula aonde o foco será a mobilidade. Mas, no momento de estabilização a idéia é, realmente, deixar estável, sem movimento.
Podemos fazer isso em decúbito dorsal, em quadrupedia, em decúbito lateral, sentados na bola ou em pé. Como quisermos.
O importante de se ter em em mente é que, quanto mais o membro se afasta, maior a ação que deverá ser feita no centro, assim como qualquer gangorra ou balança que queremos manter em equilíbrio, estável.
Vamos ver um exemplo de estabilização em decúbito lateral.


O objetivo do movimento será estender o quadril mandando o joelho para longe até que fique alinhado com o tronco. A intenção é manter a coluna estável pois sua tendência será ver aumentada a lordose lombar enquanto o quadril estende e retificada a mesma lordose enquanto voltamos a posição inicial de flexão.
Elevamos a perna de cima e procuramos manter um espaço entre a cintura e o solo.
Inspiramos suavemente pelo nariz.
Enquanto expiramos, suavizamos o esterno e afunilamos as costelas; elevamos o ânus e pensamos em esculpir a pelve tracionando a musculatura para cima e para dentro mantendo , assim , a relaçao entre costelas e cristas ilíacas.
Pensamos em um cinturão de umbigos ajustado em torno de toda a circunferência de nosso tronco.
Na volta, enquanto inspiramos sentindo o ar espandir em nossas costelas, procuramos relaxar a articulação do quadril, sentir o fêmur cavando dentro da bacia enquanto lançamos os ísquios para trás mantendo a lordose lombar. O trabalho mais intenso aqui é dos multífidos na manutenção ( e não aumento) da lordose.
Observem abaixo o mesmo movimento sem a estabilização. Notem o aumento da lordose e as costelas abertas.

Expeimentem e me contem. Abraço, Silvia.
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