quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nossos tobogans internos.

A imagem dos tobogans internos surgiu dentro do contexto das aulas. Ali mesmo, no berço aonde quase todas as imagens nascem.


Quando pedimos para que o aluno busque sentir sua articulação em movimento, pedimos para ele busque se concentrar e acessar sensações de deslizamento.


Quando movemos uma articulação de forma que haja permissão dos músculos grandes para que os pequenos decoaptem, criem espaço nas articulações, antes que eles entrem em ação (se houver necessidade de sua presença), criamos um local e um momento de deslizamento.


Os locais aonde os ossos se articulam, muitas vezes suas extremidades, são recobertas por cartilagem, uma forma de tecido conjuntivo extremamente liso. Nestas regiões de contato entre duas superfícies extremamente lisas que se articulam, encontramos ainda uma cápsula cheia de sinóvia, que é o lubrax 4 do corpo.


Muito bem: vamos pensar em quantas pessoas se deslocam e investem em busca de sensações de deslizamento – esquiar na neve, no gelo, com rodas in-line ou on-line; surfar, velejar, andar de skate; escorregar em toboáguas, dunas de areia em pedaços de papelão, etc.


Qual é o brinquedo mais tradicional em parques de bairros? O escorregador, na Bahia chamado de escorregadeira. O que buscam as crianças além da sensação de deslizar, de deslocar-se, escorregar, com o mínimo de atrito?


Quando lubrificamos nossos carros, portas, nossos aparelhos de Pilates, quando vamos atrás de uma boa Reformer - qual é sua grande característica senão o carrinho que desliza macio, quase sem atrito.

Muito bem: o que garante a execução de movimentos fluidos é a continuidade, a ausência de “trancos” que são como atritos durante um gesto que poderia ser contínuo.


Retomando nossas articulações. Nós temos essas sensações de deslize aqui e agora, dentro do nosso corpo. São os movimentos articulares que, quando executados de forma adequada, livre de tensões e sobrecargas excessivas nos trazem a mesma sensação.

São nosso tobogans internos.


Pratiquem a busca dessas sensações. Pode ser num micro movimento de não, sim ou qualquer outro com a cabeça; num braço que balança solto numa caminhada; num quadril que desliza maciamente dentro do fêmur...

Experimentem e me contem, abraço, Silvia.

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Sampa, SP, Brazil
Mulher, mãe, professora de Ed. Física, instrutora de Pilates, uma apaixonada pelo movimento: o meu, o seu, o de todos nós, o de todas as coisas..