Oi pessoal!
Estive conversando esses dias com uma amiga extremamente conhecedora de Pilates e discorrendo sobre as diferença entre Pilates MAT e a utilização das máquinas. Pouco tempo depois contando a história para outra amiga também da área, acrescentamos mais elementos para a filosofia.
A primeira idéia foi a seguinte: para cidadãos comuns, alunos que acabam de chegar, muitas vezes o solo impõe o duro encontro com suas limitações.
É claro que deitar no solo é receber o maior toque proprioceptivo possível, mas, quando temos uma posição inicial que exige sentar de pernas cruzadas, ou pior, com as pernas estendidas...ai, ai! Complicou.
O solo denuncia as limitações articulares, os encurtamentos musculares, a dificuldade de manter uma posição confortável. Afinal, de maneira geral, o solo é um ambiente estranho e árido. Não costumamos utilizar esse local no trabalho, no carro, no cinema, em casa. Vivemos num mundo de cadeiras, sofás, camas.
A máquina, nesse sentido, facilita muito!
Todas elevam o centro de gravidade: Reformer, Trapézio, Cadeira e até mesmo o spine corrector, tiram o aluno do chão e facilitam o encontro do apoio dos ísquios, da coluna neutra, facilitam a entrada e saída da posição deitada.
Outro elemento: imagine um leg circle no solo e o mesmo gesto no exercício Leg Spring Series.
A máquina dá assistência através da tensão das molas. Ela permite que você experimente sensações articulares que, para um iniciante no método, não seriam alcançadas. Leg circles exigem uma combinação entre boa capacidade de estabilização, alongamento e consciência da articulação para que seja possível relaxa-la permitindo o deslizamento da cabeça do fêmur no acetábulo.

Finalmente, associando a assistência à possibilidade de posições (e sensações) inusitadas. Imaginemos a Torre (Tower) no Trapézio. É um exercício que permite a muitos alunos experimentarem fazer uma vela através do apoio dos pés na barra torre e, com isso, sentir a descarga de peso na torácica alta. Sensações que trazem consciência corporal e que, dificilmente, seriam possíveis sem a assistência da barra torre com molas.
Mesmo se pensarmos em termos de evolução, de aumento de desafio, de maneira geral os exercícios mais desafiadores nas máquinas exigem um grande incremento de coordenação motora - imagine um Swan (Golfinho com molas), o Side Splits no Reformer com movimentação de tronco, um Circulo do Sol (variação do Seated push trough no Trapézio).
Quando pensamos no Solo, outros elementos serão muito exigidos além da coordenação: força, flexibilidade! Pensemos num Side Lift, num Swan Dive, num Boomerang.
Podemos pensar que, em muitos casos, o MAT é como um aparelho cujo repertório é mais desafiador.
Talvez por isso seu sucesso e proliferação nas academias!
É isso aí!O que vocês me dizem?
Beijo a todos!