domingo, 10 de fevereiro de 2008

Decoaptar: relaxa e economiza energia.

É interessante as vezes como a prática do alongamento axial começa a nos proporcionar sensações que não necessariamente correspondem com as idéias que parecem lógicas em se falando de fisiologia muscular e biomecânica.

Por exemplo, imaginemos a cabeça pousada sobre atas e áxis e dois fios ao longo do pescoço, saindo da cabeça, igualmente tensionados, mantendo a cabeça aí em equilíbrio. Movemos então o pescoço tendo em mente que um dos fios começa a alongar, estender, permitindo que a cabeça vá cedendo para o outro lado. Desta forma, o fio do lado côncavo, ou seja, a musculatura vai afrouxando, relaxando.

Outro caso: quando estabilizamos o centro e trazemos uma perna flexionada (90º/90º) utilizando os flexores do quadril (basicamente ilio-psoas e reto femural), se não existe uma sobrecarga extra que não o próprio peso do membro, a idéia de decoaptar a cabeça do fêmur, promover o alongamento axial da articulação do quadril, leva a um afrouxamento da região e dos próprios flexores.
Novamente é como se os fios posteriores (musculatura isquiotibial e glútea) permitissem que a perna subisse e os fios anteriores (flexores do quadril) então, afrouxassem, relaxassem.

Estamos aproximando peças ósseas, contraindo músculos, gerando tensão para que isso possa acontecer. Mas o alongamento axial promove outras ações na articulação.

Parece que esta é a forma ideal de mover-se já que criamos movimento com espaço articular e com economia de energia, já que a contração é suavizada.
O que vocês pensam sobre isso? Um beijo, ótima semana, silvia.


Minha foto
Sampa, SP, Brazil
Mulher, mãe, professora de Ed. Física, instrutora de Pilates, uma apaixonada pelo movimento: o meu, o seu, o de todos nós, o de todas as coisas..