segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Solo, parede e bastão: referências para o alinhamento da coluna.














Oi pessoal!

Quero retomar nossas dicas comentando sobre possíveis referências que facilitam o alinhamento tanto em pé quanto sentado, deitado ou em quadrupedia.

Em qualquer posição, quando queremos manter um bom alongamento axial, criando espaços nas articulações, as imagens de oposição entre íquios e topo da cabeça são sempre bem vindas.

Nossa coluna, geralmente, apresenta quatro curvas sendo que apenas três delas são móveis. O sacro, que são vértebras naturalmente "soldadas " (peça única) articula-se apenas com a lombar. As três curvas compostas de vértebras articuláveis são a lordose lombar, a cifose torácica e a lordose cervical.

Prática:
O solo como referência - deitados em posição relaxada, colocamos nosso foco de atenção no apoio do nosso corpo com o solo. Podemos sentir então três pontos de contato: o occipital (cabeça), o ápice da convexidade torácica (em geral T4/T5) e o ápice da convexidade do sacro (em geral no começo do rego do bumbum). As regiões que não sentimos apoiadas são as lordoses lombar e cervical. É bacana experimentar com pernas estendidas, flexionadas e outras variações e observar as mudanças dos apoios.

A parede como referência - sentados sobre os ísquios (podemos dobrar um pouco os joelhos ou sentar em uma caixinha para encontrar esta posição), encostamos numa parede, e tomamos os mesmos três pontos como referência de contato costas/parede - cabeça, torácica (ali, entre as escápulas), e sacro. Solte um pouco seu corpo para frente a partir da cabeça (como um velcro que vai descolando de cima para baixo) e retome a posição.

O bastão como referência (dica para professores) : em quadrupedia a mesma coisa. A partir da descarga do peso feita de maneira adequada (aquela idéia de empilhar os ossos dos membros), o alinhamento no ar será o mesmo. Daí o professor poder segurar um bastão nas costas tocando os três pontos para dar um toque proprioceptivo como referência - como na foto acima à esquerda. Importante observar que o bastão não necessariamente ficará paralelo ao chão. Isso irá variar de acordo com o comprimento de braços e pernas.

Na foto da direita a idéia foi dar uma referência para a posição inicial e, principalmente, para o caminho da final (voltando vértebra por vértebra).

Ter um bastão a mão é uma boa ferramenta para o professor de Pilates. Ele cria uma parede-chão-imaginários que são ótimos pontos de referência para alinhamento. Além disso o professor pode acompanhar o movimento mantendo o bastão nas costas.

Experimentem e me contem. Beijo.
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Sampa, SP, Brazil
Mulher, mãe, professora de Ed. Física, instrutora de Pilates, uma apaixonada pelo movimento: o meu, o seu, o de todos nós, o de todas as coisas..